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Bienal do Livro
Na última sexta feira estive na 21ª Edição da Bienal do Livro em SP com o outro versátil Diego Galofero. Acho que ele ainda não se recuperou da vergonha que o fiz passar por lá, eu simplesmente adoro livros e todo esse universo, a cada stand eu gritava ‘ nossa, adoro essa editora/ livro/ autor/ revista!’e íamos conversar com as pessoas que por ali estavam.
Conhecemos quase todos os vendedores de assinatura de revista, ganhávamos várias revistas , inclusive, ficávamos usufruindo dos cafés e balas que nos eram ofertados, gravamos nossa opinião da feira no stand da CBN (eu e Galofero ), eu andei o tempo todo atrás do Mauricio de Souza, que é um artista que fez parte da minha vida e me ajudou a conseguir meu primeiro emprego (longa história…), Diego riu muito da minha busca frustrada, não consegui encontrá-lo =/.
Mas, deixando a parte nossas peripécias, a Bienal do Livro é um evento bárbaro, cheio de magia, com personagens andando pelos corredores, todo o tipo de livro que se possam imaginar, stands com as mais diferentes atrações, ótimo ambiente para se atualizar dos melhores livros, das novidades, para descobrir novos autores, novos títulos, para fazer netwoking e conhecer gente interessante e com os mais diversos gostos. Encontramos livros sobre relações públicas com vários enfoques, alguns até que nem imaginávamos. Compramos somente dois livros, pois não havia muitas promoções de livros, pelo menos daqueles que tínhamos interesse.
Esta edição vem conta com o apoio das redes sociais de forma muito inteligente, atraindo assim um público cada vez maior e mais jovem. Inclusive, aproveite as promoções que eles estão proporcionando nas redes sociais Facebook e Twitter. Tire o dia para ir lá, pois são muitos stands e muitas atrações, lá tem muitas opções de alimentação e muitos lugares para sentar e descansar, conta com ótima estrutura.
A Bienal do Livro vai até dia 22/08, no Anhembí, com ônibus gratuito saindo do terminal Tietê. Estudantes pagam R$ 5,00.
Vale muito a pena!
Semana de entrevistas: Mestre Fábio França – Parte Final
Dando continuidade à Maratona de Entrevistas no @versatilrp, apresentamos a segunda, e final, parte com Fábio França, sempre nos ofertando conhecimento e enchendo-nos de orgulho quanto sua trajetória de vida.
Aproveitem cada palavra, tivemos uma aula e tanto, e é um enorme prazer passar isso a todos os leitores e amantes da comunicação!
VRP – Hoje em dia, mais de 2.600.000 pessoas atualizam seus blogs diariamente. O que o senhor acha das empresas que têm acesso a esse tipo de ferramenta?
FF: Não existe segredo: tudo hoje é público. Então, a empresa e o profissional de RP, têm que ter controle do que fazem. Se tiver um blog, ele precisa ser bem planejado e administrado. Utilizar esse recurso exige uma editoria capaz de comunicar aquilo que a empresa quer dizer. O uso inadequado do blog ou das redes sociais pode ser prejudicial à empresa. A empresa deve estar preparada para receber apoio e também para ouvir críticas, comentários sobre sua atuação e também para dialogar com as redes. Nada pode acontecer por acaso, tudo tem que ter gerenciamento. Não posso criar um blog para uma organização, e não ter, por exemplo, segurança em relação às pessoas que o administram, pois o nome da organização estará em jogo. Cada rede tem seus próprios objetivos e públicos. O Facebook é para gente jovem, já o LinkedIn é para os intelectuais e por aí vai. Então, tem quer ver qual a rede adequada à minha empresa. As coisas na internet não acontecem automaticamente. Isso é uma ilusão. Seu uso, bem como das redes sociais exige uma equipe capaz de redigir conteúdos de acordo com os interesses da empresa e que seja também capaz de monitorar o que acontece. Toda comunicação para ser eficaz precisa de planejamento, inclusive na internet.
O trabalho do RP é conhecer os públicos de uma maneira mais profunda e fazer com que a missão e diretrizes da empresa sejam transmitidas, para que tanto ela quanto os públicos falem a mesma linguagem.
Trabalhamos na linha dos princípios, das políticas empresariais. O relações-públicas é quem orientará o que pode ou não ser dito sobre a empresa e ter ciência de que tudo é patente na internet; não se pode brincar em serviço, corre-se um risco muito grande, o que pode afetar a reputação da empresa.
Ao estudar toda a parte política da empresa, há necessidade, também, de estudar muito bem as informações confidenciais dessa empresa. O que eu, como porta-voz da empresa, posso ou não posso transmitir ao público.
A empresa precisa ter um posicionamento em relação à comunicação. A comunicação integrada significa que todos seguem a mesma linha, os mesmos princípios, e não juntar tudo quanto é mídia para dizer que há integração do processo da informação. O diferencial que faz o relações-públicas é exatamente esse: ensina a empresa como conhecer os públicos, como se relacionar com eles! E cada público exige uma comunicação específica. Muitas vezes as empresas apresentam um discurso muito bonito, mas falham no atendimento aos clientes como é o caso das empresas telefônicas, automobilísticas, de saúde, dos bancos, por exemplo. O papel do relações-públicas é procurar fazer com que a empresa cumpra suas políticas em relação a todos os públicos.
VRP - O senhor acha que dentro das salas de aula, há como ensinar a lidar com os públicos? Não é algo que depende mais da experiência, da vivência?
FF: A primeira pergunta a se fazer é: Qual é o objetivo da empresa na relação com seus públicos de interesse? As empresas estão vinculadas aos públicos e é obrigação do relações-públicas identificar e estabelecer os tipos de relacionamento com eles. Os públicos devem também conhecer as políticas e diretrizes da empresa para que haja comprometimento e harmonia entre as partes.
Nossa profissão é uma profissão de contatos, de relacionamentos, de redes e redes de informação e comunicação. Dentro da empresa os profissionais de relações públicas precisam conhecer todo mundo, diretores, gerentes, supervisores, e manter o maior número possível de contatos com as diferentes áreas da empresa. Será por meio destas redes que conseguiremos realizar o nosso trabalho com sucesso.
VRP - Na trajetória acadêmica do aluno, os projetos experimentais, tais como visitas às agências, produções de blogs, entre outros, é algo importante para se tornar um bom profissional?
FF: O projeto experimental, quando bem feito, leva ao estudante a capacidade de ordenar o pensamento, então você sintetiza todo o curso dentro do projeto, quando bem organizado.
Você faz à análise da empresa: briefing, análise estratégica, benchmarking, estuda a comunicação, a reputação, a marca da empresa, então você mergulha dentro desse mundo, inclusive da cultura empresarial.
Você pode fazer um bom diagnóstico, e a partir disso fazer um programa de comunicação, um plano de relações públicas para a empresa. Entretanto, o projeto deve ser adequado às necessidades da empresa porque se não o for, ela o engaveta e nunca o utilizará.
Agora o grande erro do projeto, é que, geralmente, as faculdades trabalham com grupos de muitos alunos, muitas vezes por falta de professores ou de políticas adequadas para a elaboração dos projetos e monografias. Então, fazer um projeto com nove alunos, por exemplo, não é produtivo. Trabalham três ou quatro, os demais aguardam o dia da apresentação.
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Agradecemos, imensamente, ao professor e mestre Fábio França pela entrevista cedida. Agradecemos, ainda, o seu carinho e sua gentileza de locomover-se à nossa faculdade, e nos presentear com as mais sábias palavras.
É cada vez mais estimulante saber que existem profissionais desse nível na área da comunicação!
Agradecemos, também, o espaço que a FAPCOM nos disponibilizou.
E, por último, e não menos importante, agradecemos você, leitor, pela atenção ao nosso projeto, e mais, à sua ansiedade de receber informações.
Sim, claro, pois se você está aqui, lendo essa aula toda, e fora da faculdade/trabalho, representa um almejo de conhecimento que é expecialmente o que te faz crescer.
O conhecimento é o único meio de trazer a clarividência, assim dizia Milton Santos.
Aqueles que cursam Relações Públicas
Semana de Entrevistas no @VersatilRP
Dando continuidade a mais uma etapa da semana de entrevistas do Versátil RP, hoje, daremos a visão de quem está cursando RP. E quem dará o depoimento será a própria equipe Versátil RP, sendo eu do 3º semestre, a Taís e o Diego do 6º, todos da Fapcom. Cada depoimento, tem o objetivo de mostrar o que se passou e o que se passa em nossas mentes e corações quanto aos estudos das Relações Públicas, que é nossa paixão e motivo deste Blog que só tem crescido.
Taís
Comecei a pesquisar sobre faculdades, cursos, profissões, diferenças entre instituição particular e pública, federal e estadual quando entrei no ensino médio, no 1º ano. Fiz vários testes vocacionais e sempre dava artes cênicas, música, psicologia e áreas humanas. Depois de ler muito sobre cada uma delas, decidi por psicologia e assim foi até a metade do 3º ano.
Até que certo dia eu participei de uma palestra sobre marketing, o palestrante era formado em Publicidade e Propaganda e atuava como Fotógrafo. No inicio ele descreveu sua vida acadêmica e explicou um pouco sobre as habilitações da Comunicação Social. Eu simplesmente me apaixonei pela área, após a palestra eu fui retirar mais dúvidas e aí iniciei uma saga de pesquisas sobre comunicação.
Ainda hoje, todas as habilitações me chamam atenção por algum aspecto, mas relações públicas se encaixou perfeitamente no meu perfil, além das possibilidades amplas de atuação. A visão estratégica, as ações conjuntas, as parcerias, as possibilidades de trabalhar em vários mercados, a flexibilidade.
Mas, como expus no post “Diploma na mão! E agora?” tenho certo receio de me formar e não entrar efetivamente na área, mas creio que tudo deve ser trabalhado, por tanto, me esforço o quanto posso como estudante, ouço e leio o que os profissionais podem me atribuir, bons relacionamentos, etc.
Em relação às aulas na faculdade, sempre gostei muito de base humanística, filosofia, sociologia, psicologia, etc., mas foi nas matérias especificas que minha certeza pela profissão se mostrou mais forte e não pretendo parar os estudos na primeira graduação, quero continuar a pesquisar e me especializar.
Galofero
No começo de tudo eu queria é ser jogador de futebol, mas minha história com as relações públicas é bem engraçada e costumo dizer que não fui eu que a escolhi e sim ela que me escolheu. Tenho uma idade “avançada” 28 anos, e em 2007 deu aquele estalo, poxa Diego você não vai estudar? Fui até aos correios me escrevi para o Enem.
Minha nota foi não tão boa assim, mas estava decidido a estudar e no último dia de inscrição me sobrava pela nota que tirei 3 cursos, Fisioterapia, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas. Descubro que passo em RP e tive que ir ao google pesquisar o que é RP, já que até então nunca tinha escutado ou lido sobre o assunto.
Pensei: então vamos lá! No 1º semestre as aulas da professora Denise me fizeram apaixonar pela profissão.
Espero atuar na área do 3º setor, governamental ou ter a minha própria agência. Fico me questionando se é só na minha faculdade que não tem homens estudando ou muito de nós não descobrimos a profissão.
Pretendo escrever livros, ser professor e estudar filosofia, ciências políticas, psicologia e todas estas matérias voltada á área humana, pois quero ser um excelente gestor de relacionamento e para isso, entender o mais complexo ser da face da Terra.
Marina
Como já disse em um post anterior, nas primeiras pesquisas que fiz sobre RP já me identifiquei plenamente, e quando comecei a faculdade, senti uma empolgação e um frio na barriga que perduram até hoje, no 3º semestre.
Nas primeiras semanas de aula, eu tinha sede de saber tudo sobre RP, tirar as muitas dúvidas que me rodeavam, e já tracei alguns planos, que, aos poucos vem se concretizando. Pretendo me focar na área de responsabilidade ambiental e social, sem deixar de trabalhar também com o meio digital, em especial, redes sociais. Acredito piamente quando dizem que estamos entre as 10 profissões mais promissoras para a próxima década. Estamos tendo maior visibilidade, as empresa estão sentindo a necessidade de ter um profissional específico para tratar de seus relacionamentos, já que o mundo coorporativo está começando a entender a essencialidade da comunicação eficaz.
Até hoje anseio por cada aula específica, paro os professores nos corredores para fazer perguntas e comentar alguma coisa, vou a eventos da área, na verdade, é difícil confessar, mas tornei-me uma verdadeira nerd quando comecei a faculdade. Enfim, sou uma aspirante a RP, nerd, aficionada pela área e com uma visão extremamente otimista do setor e do próprio futuro.
Marcela
Durante toda a minha vida sonhei em ser astronauta. Sim, astronauta! Mas descobri que a única semelhança entre eu e a “profissão” é simplesmente o fato de viver em um “outro mundo” sempre…
Esse sonho foi sendo alimentado até eu conhecer outra paixão. Uma paixão que se dava às leis, às burocracias, às falas difíceis, ao formalismo. Decidi fazer direito! E minha mãe adorava isso!
Vida decidida – sim, claro, por que quando você decide o que quer prestar no vestibular a sua vida está decidida, né? -, prestei vestibulares, passei, e aos 45 do segundo tempo: MÃE, NÃO QUERO FAZER DIREITO, FAREI RELAÇÕES PÚBLICAS! Poxa, é o que eu quero pra minha vida, posso fazer tudo e mais um pouco dentro da profissão.
E além do mais, passar meus dias dentro de uma sala acompanhada de códigos, e livros.. não é muito minha cara.
Minha família, principalmente minha mãe, não entendia bem o que significava fazer Relações Públicas. E a todo instante que lhe perguntavam o que sua filha fazia, ela dizia: Comunicação social.
Ok, e de fato faço comunicação, mas queria que ela entendesse o que é o curso…
Hoje, estudante do segundo ano em RP, amante da comunicação, apaixonada por cada detalhezinho que eu aprendo, posso afirmar que estou na profissão correta. E minha mãe também acha isso, e as indicações dela de palestras, eventos e afins, são sempre muito úteis. É, ela sabe agora o que É SER Relações Públicas…
E sei que estou na profissão certa, através das ideias que tento colocar em prática a todo momento, as pessoas que eu conheço e que penso: Um dia serei assim!.
É, e cada vez mais esse “dia” está próximo. Pode ser amanhã, quem sabe…
E amanhã teremos uma entrevista com um recém formado em RP. Não percam!
Relações Públicas no Terceiro Setor
Sabemos que o profissional de Relações Públicas é versátil (daí o nome do blog), podendo adequar-se em várias áreas, atividades e ações.
Para desenvolver tais atividades há os três setores possíveis: o setor público, o setor privado e o terceiro setor. Percebo, empiricamente que quase a totalidade da grade curricular do curso de Relações Públicas é voltado para setor privado. Há a disciplina “Relações Públicas Governamental” (entre outras) focada no setor publico, mas pouco se fala, apesar das possibilidades de adaptação, do terceiro setor.
Trata-se de um setor diferenciado, pois os valores e objetivos mudam. Há aspectos como militância e bem social. Capitação de recursos, eventos, etc. Há ainda a questão do Lobby em RP (mas isso podemos discutir em outro post).
Os questionamentos estenderiam por várias linhas, mas como futura profissional que pretende basear a carreira no terceiro setor, encerro a exposição sob uma reflexão das atuais grades curriculares de nossas universidades. Será que todos os setores estão sendo contemplados? Ou seria apenas necessário adaptar as situações? Todos estariam focados nos fins meramente capitalistas?
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Deixo abaixo o link de um artigo sobre: Relações Públicas no Terceiro Setor: tipologia da comunicação e conceitos de público· Extraído do Portal RP.