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Um caso pra chamar de meu.


Olá leitores do Versátil, há muito tempo não escrevo aqui, mas sempre que possível tentarei dedicar-me ao blog que foi/é tão bacana para nossa equipe -enquanto estudantes e futuros profissionais da comunicação.

Gostaria de compartilhar duas situações que vivenciei nesses últimos dias. Dois cases vistos pelo prisma do consumidor e espectador. O primeiro é sobre o atendimento do banco Itaú e o segundo sobre a cerimônia de encerramento das oficinas Xikelela em Guarulhos, um caso de mídias digitais e o outro de cerimonial, vou dividi-los em dois posts para não misturar assuntos. Leia o resto deste post

Quem pauta os temas da Sociedade?

De acordo com as teorias da comunicação o jornal impresso é responsável por pautar as notícias nas redes de televisão/rádio e assim pautar os temas debatidos na sociedade.

Mas tenho observado que ultimamente algumas pautas tem saido da web para os jornais impressos e tv/rádio, vide Barraco de Sorocaba, Vídeo dos Meninos da Vila, o Cala Boca Galvão e o Cala Boca Silvester Stalone, as Declarações do Índio pelo Twitter, as declarações dos Vloggers PC Siqueira e Felipe Neto, o movimento Fora Sarney,  A matéria no Fantástico sobre exposição nas Redes Sociais, a campanha politica via Twitter, o Dia Sem Globo, entre outras.

Há questionamentos em torno da Politica na era twitter, questionamento na validade das pesquisas de intenção de voto ou de ibope. Novas formas de relacionamento via web, amizades por afinidades e interesse e não mais por proximidade geográfica. Novos paradigmas de atendimento ao cliente, estamos na era do “home office”, trabalhar em casa pela web de chinelo e moleton.

No Brasil, o uso da internet é ainda pequeno se comparado ao total de habitantes, mas já noto consideráveis quebras de paradigmas. A pergunta que me faço é: com o advento da internet quem serão os “donos da mídia”?

Para embalar as reflexões recomendo a página: Internet e Inclusão Digital do portal Observatório do Direito à Comunicação.

E abaixo um vídeo ilustrativo:

#Eleições2010

Democracia, palavra bonita de origem grega com raiz na palavra “demos”, ou seja, povo. Democracia seria o poder do povo que através do sufrágio (voto) decidi quem será seus representantes da nação, responsáveis por identificar e solucionar os problemas sociais.

Recentemente li em uma revista uma entrevista do rapper Alex Pereira Barbosa o MV BILL ao ser questionado sobre a má qualidade dos programas de TV brasileiros, respondeu ser o reflexos de nossa  sociedade. Podemos dizer o mesmo sobre nossos políticos.

Aprendi nas aulas de Teoria de Opinião Pública que um dos papéis do profissional de Relações Públicas é munir os públicos com informações verdadeiras e de qualidade para que possa existir um debate produtivo de opiniões controversas. Aliás, só havendo controvérsias que existirá um debate, com os debates ajudarão a formar e estas opiniões que formarão a opinião pública.  No último século o Brasil passou por duas ditaduras e o tal poder do povo foi renegado.

A Internet nos devolveu este poder, além do voto e, como Relações Públicas que sou alimentarei vocês, caros leitores, de informações sobre o que acontece nas redes sociais referente à nossa política.

Mas antes alguns dados, segundo uma reportagem do Estadão.com.br do dia 27 de março de 2009, o brasileiro passa 3 vezes mais tempo na web do que vendo TV.

Mas será a web que decidirá o nosso novo presidente?

Os 03 candidatos com maior share nas pesquisas: Marina Silva (PV), José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), utilizam diariamente o Twitter para propagar suas campanhas, até candidatos de partidos chamados de  “nanicos” como é o caso de Plínio Arruda do PSOL entrou na “onda” .

Vamos às controvérsias sobre o assunto, em uma reportagem da jornalista Bárbara Forte no Portal eBand. Nesta reportagem Eduardo Viveiros (doutor em Ciências Sociais e pesquisador da PUC) afirmou que: “A diferença em relação aos meios de comunicação tradicionais (jornais, rádios e TVs) está na interatividade e na velocidade com que as informações e pontos de vista são divulgados, discutidos e comentados”, e para ele as redes sociais são excelentes ferramentas para a mobilização das militâncias partidárias.

O coordenador da campanha virtual de Dilma – Mauro Branco acredita que este é o ano da internet nas eleições. Sérgio Caruso, até então o coordenador da campanha virtual de Serra também acreditava nisso. Hoje a responsável pela campanha na web de Serra é a ex- VJ, subprefeita e candidata a prefeitura de São Paulo na última eleição Soninha Francine.

“A internet permite que cada um se exponha na mesma medida. No Twitter, a candidata Marina Silva (PV) tem tanto espaço quanto o Serra, ou a Dilma, por exemplo.” afirma escritora e professora da UERJ, Alessandra Aldé, para ela isto torna a campanha mais democrática.  Mas, no entanto a própria diz que não é a internet que decidirá as eleições à presidência deste ano, mesmo com todas estas possibilidades já apresentadas.

É algo que veremos, eu sigo diversos candidatos até o Kiko e Leandro do KLB para saber de suas propostas

Depois do famoso “CALA BOCA GALVAO” o brasileiro tomou gosto em aparecer nos Trending Topics mundial, chegando a um nível até de banalização.

Gostaria de propor um “Vote Certo Brasil”, “Consciência Brasil”, “Eleições 2010” será que chega ao TTs Mundial?

Abaixo segue o link do Twitter dos sete candidatos a presidência, confira e pense bem no seu voto, mesmo que seja nulo que não deixa de ser uma opção. Sigam-os ou não, é uma opção democrática.

José Serra

Dilma Rousseff

Eymael

Levy Fidelix

Marina Silva

Plínio de Arruda Sampaio

Zé Maria

“No Ciberespaço, as ruas têm nome?”

Falar de web 2.0, de tal mundo digital, e de seus enormes braços que acercam praticamente o mundo todo, é algo meramente complicado.

Certa vez li uma frase que ficou dias e dias rodeando a minha mente: “No ciberespaço, as ruas têm nome?”.

E em dias como os de hoje, onde mais de 70 milhões de pessoas estão conectadas à internet, será que ainda resta espaço para todas, inclusive, as que ainda entram a cada dia nesse mundo?

Em redes sociais, mais de 55 milhões de usuários estão cadastrados e ativos em suas contas.

Por ano, 492.750 horas de conteúdo são produzidos, e subidos no youtube.

Mais de 2.600.000 pessoas atualizam seus blogs diariamente.

E aí eu pergunto: “Essas pessoas ficam 24h conectadas em um computador?”. Acredite, já passamos do séc. XXI, e nem notamos.

Os mobiles crescem cada vez mais. Por dia 2,9 milhões de pessoas conectam-se através de celulares. E as inovações tecnológicas, meu amigo.. Disparam!

Lembra do Mp3? Aquele mesmo que você trocou pelo Mp4, pelo iPod Nano/Shuffle/Touch/Classic…?

Ele foi lançado em 2006. Poucos QUATRO anos atrás. E eu duvido que, hoje, Mp3 já não é ultrapassado.

O tempo corre? Diria que não, e nem acho, também, que o tempo voe. O tempo está atrasado…

As coisas mudam a todo instante, e sem que você veja, o que acabou de ser lançado já não é mais novidade.

E aí novamente me pergunto: “Há espaço pra tanta gente no ciberespaço?”

Você é criativo? Seu trabalho procura um design diferente? Entra no redesignme.com e crie com mais de 5 mil pessoas.

Não tem grana para publicar seu livro? Disponibiliza ele no librarything.com ,é de graça!

Está cansado daquela velha prateleira que o seu avô fez? Acha que tem talento para produzir algo e vender? Precisa comprar uma bolsa bordada e feita à mão? Dê uma olhada no elo7.com.br e vire um empreendedor.

Tá bom. Precisa de férias, descansar e ainda não tem tempo de pesquisar onde vai ficar? O airbnb.com faz isso pra você!

E se eu te contar que existem redes sociais para as mamães de primeira viagem, para os vendedores de gado, para os esquecidos que nunca guardam nomes de livros e filmes, e ainda podem registrar e compartilhar opiniões sobre eles? Redes que defendem causas políticas, sociais, e, também, amorosas. Porque não?

O snacklife.com.br permite você, conhecedor, de salgadinhos, discutir e dar palpites sobre os mais diversos sabores e efeitos. O veiasocial.com.br também permite que você discuta e dê palpites, porém ainda mais, que ajude alguém que precisa de sangue.

E é exatamente esse o espírito: permitir.

No ciberespaço, não importa se você é branco, negro, gordo, alto, magricela, ou louco. A não ser que você não queira, é permitido ser quem quiser ser.

E se por acaso não estiver contente com as milhares de redes já criadas, vai no ning.com e CRIE uma. As portas digitais nunca se fecham.

Há os que defendem a proibição do digital, pelo fato de, ter-se esquecido da convivência inter-pessoal, fisicamente falando.

“Ah! Hoje em dia ninguém se encontra mais nos parques, não andam de mãos dadas como antigamente. Agora é relação inter-digital!”

Ok. Eu, assim como você, acho justo e digno a relação física entre humanos. O contato é realmente necessário. Mas quem disse que o ciberespaço atrapalha?

Num mundo onde milhões de pessoas estão conectadas, as chances delas se conhecerem é muito grande! A relação digital é uma ponte para a aproximação.

Quantos amigos, que moram à kilômetros de distância, você já não fez devido à Internet? Quantas pessoas você já disse que ama, sem ao menos conhecer pessoalmente? Quantas coisas descobriu, quanto já riu, quanto chorou?

Momentos. Isso define o CIBERESPAÇO.

E depois de toda essa demonstração, você ainda quer saber se há nomes de ruas no mundo digital?

Se quiser, só tem um jeito de descobrir: mergulhe nele ;)

“Em um momento, vive-se uma vida”

Estive em Passos – MG no último feriado, e lá curti uma vida sem maquiagem, de cabelo preso,  consumo de gorduras e altas conversas com minha avó de 86 anos que ouve super mal,  anda com dificuldades com o andador somente para ir do quarto até a sala . Mas mantém-se lúcida, e mesmo ouvindo mal, conseguimos conversar por horas todos os dias. Sabe, conversar com a D. Aparecida, que nasceu no meio da roça num ambiente onde as pessoas não sabiam nem falar direito, foi muito melhor do que ter ido a festas  ou do que ter levado um Note e ficado na Internet. Conversei também com parentes octogenários, e conheci mto sobre suas histórias e curiosidades da família.

Já sinto saudades disso. E percebo que fui em muitos eventos este ano, mas nenhum foi tão enriquecedor do que aquelas conversas. A supervalorização da modernidade, faz principalmente com que nós, da geração Y, esqueçamos de dar atenção a histórias de família, a conversas sobre um tempo muito antigo, sobre coisas que não voltam mais, a ver o quão valiosa é a vida e o que podemos fazer dela, a tal alegria na vida não é construída por sermos uma das pessoas mais seguidas do twitter ou por termos um blog dos mais acessados, mas sim, pelas histórias, pelas paisagens, pelas sensações, pelos momentos vividos onde se possa sentir o bater do próprio coração e respirar calmamente.

O RP deve cuidar para que as pessoas a seu redor não esqueçam-se do valor das coisas simples e acabem tornando-se máquinas que só comunicam-se com outras máquinas. O resgate de antigos valores é válido. Saia do PC e vá abraçar seus pais! Vá galgar e fortalecer as verdadeiras relações e construir um know-how único que formará quem vc é.

—- Que você tenha em suas mãos o que há de melhor em tecnologia, mas não se esqueça quem é dono de quem. —-

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