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REUNES 2011

É um prazer falar da REUNES para vocês. A Reunião Universitária de Empreendedorismo Social e Responsabilidade Sócio Empresarial é um evento que vale muito a pena conferir.

Mudar a visão utópica de abraçar árvores e viver de luz, o objetivo da Reunes. Mais do que falar de sustentabilidade, é reunir num mesmo lugar jovens engajados nas questões sociais de diversas partes do Brasil e do mundo, para discutir de verdade o que fazer para transformar o mundo em que vivemos. Isso é algo no mínimo interessante, não é mesmo? Leia o resto deste post

As Relações Públicas e a Responsabilidade Social Empresarial

Percebemos frequentemente no cenário empresarial e social termos como “Sustentabilidade”, “Consumo responsável”, “Ecologicamente correto”, “Responsabilidade Social”, entre outros.

Vemos ainda, que organizações que adotam posturas e atitudes éticas em relação às questões pertinentes da sociedade tendem a ser bem vistas pelos consumidores, essas atitudes tornam-se diferencial competitivo no mercado.

Alguém disse certa vez que: “as atitudes sustentáveis devem partir da presidência da organização para tornarem-se verdadeiramente essência, tanto para os colaboradores quanto para os consumidores e demais públicos”. E me recordo também daquele velho ditado popular: “mais vale o exemplo do que a doutrina”.

Cabe a nós, profissionais de Relações Públicas, responsáveis por estabelecer a comunicação entre os públicos da organização, buscar, identificar e executar as estratégias corretas de acordo com o perfil e cultura organizacional.

No ano de 2002 os, até então, estudantes de Relações Públicas Luiz Carlos de Macedo e Marcelo Bertini Aversa, já manifestavam tal posição no texto “A contribuição das relações públicas para a criação da empresa-cidadã”, disponível no site Portal RP:

“O fortalecimento da Responsabilidade Social Empresarial por meio do know-how e das estratégias de Relações Públicas gera nos consumidores e, em todos os outros grupos ligados à empresa, atitudes que propiciam um retorno social. Este retorno social é representado por benefícios de diversas ordens (econômico-financeiros, estratégicos, éticos e motivacionais), dentre eles o fortalecimento do conceito em relação aos seus públicos de interesse, a potencialização da marca, a lealdade dos clientes já existentes e a conquista de novos, uma maior divulgação na mídia, a obtenção de reconhecimento público, o aumento da auto-estima e da motivação dos funcionários”.

Além das práticas internas de responsabilidade social, algumas empresas costumam patrocinar ou fazer doações para projetos ou ações sociais.

Recentemente assisti um documentário chamado A Ponte que conta a história de Dagmar Garroux (a Tia Dag), presidente da Casa do Zezinho, uma ONG localizada na Zona Sul de São Paulo e em determinada cena ela diz que “muitas empresas ajudam a manter o projeto ativo”.

Se a organização possui verdadeiramente a responsabilidade social como um valor em sua cultura é extremamente válido ligar sua imagem institucional à projetos sociais como a Casa do Zezinho.

Podemos falar ainda de sustentabilidade e  utilizar como exemplo  a empresa Faber Castell que possui ótimas ações de sustentabilidade.

Leia mais sobre a Faber Casltell no Blog GECORP e no site do Nós da Comunicação, onde Elaine Mandado, gerente de Serviços e Marketing fala, entre outros assuntos, sobre sustentabilidade empresarial.

Por exemplo:

Nós da Comunicação – Qual a participação da área de comunicação nos processos de desenvolvimento e difusão da política sustentável da Faber-Castell?


E. M. –
A comunicação, por meio de suas ferramentas, é responsável pela divulgação de nossos programas sustentáveis. É por meio dela que mostramos nossos diferenciais para nossos stakeholders.”

Abaixo um vídeo institucional sobre sustentabilidade da empresa Faber Castell:

E aí conhece mais cases de Responsabilidade Social e Sustentabilidade? Compartilhe conosco!

Relações Reais

O mundo está em constante transformação e com a tecnologia não poderia ser diferente, dentre essas, a evolução das mídias digitais. A internet surgiu como uma estratégia de guerra, mas nos anos 1990 alcançou seu auge passando a ter usuários civis. No inicio os sites eram estáticos e não havia interação entre autor, usuário e conteúdo.  A internet conectava as pessoas, mas de uma forma mais limitada.

Com a chegada da Internet 2.0 as coisas mudaram e os consumidores de conteúdos eram também produtores e vice e versa. O usuário passou a ter participação ativa nos blogs, sites e redes sociais.

Com as manifestações de opiniões, pensamentos e exposições de idéias os consumidores passaram a ser notados pelas corporações que viram nas redes sociais a oportunidade de publicidade da marca e, além disso, conhecer seu público. Surge então uma preocupação maior com o atendimento e com a imagem da empresa diante dos “formadores de opinião” virtual.

O homem sempre achou que os recursos naturais seriam inesgotáveis, que a natureza duraria para sempre. A revolução industrial acelerou este processo de destruição e o capitalismo potencializou com seu consumismo desenfreado. E de algumas décadas para cá um conceito que ganhou força foi de sustentabilidade e para isso temos que ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. As corporações também tiveram que adequar para não ficar ruim junto à opinião pública sendo uma empresa que destrói o mundo.

Dois assuntos que leio muito em sites, jornais, redes sociais discursos e escuto também em aulas: web 2.0 e sustentabilidade. Acho muito importante discutir tudo isto a tecnologia sempre se renovando e inúmeras pessoas preocupadas com o futuro do planeta. Muito discurso, muita inovação, mas o que vejo é…

No Facebook e Orkut possuem aplicativos que se chamam Farmville e Colheita Feliz respectivamente, pessoas vivem plantando ali tanto legumes como árvores e na vida real? Quantas árvores você já plantou? Você tem uma colheita para sua subsistência e evita o gás óxido nitroso que um dos maiores causadores do efeito estufa?

Eu no Orkut tenho 498 amigos e no Twitter 337 followers, mas amigos e pessoas que posso contar verdadeiramente não seriam mais que 10.

Talvez não seria hora de esquecer um pouco as soluções tecnológicas, não renegando a sua importância, principalmente para expansão de relações pessoais e comerciais e discursar menos “verdermente” e pensar no ser humano que esta próximo a nós, seja em casa, comunidade, corporação.

Relações Públicas vamos pensar um pouco mais nas relações humanas reais?

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