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Versátil RP em Relações publicas estratégicas: Técnicas, conceitos e instrumentos – Parte I.
No começo de 2008, no primeiro semestre surgiu um debate na sala de aula sobre a quantidade de novos livros escritos sobre relações públicas. Sentíamos falta de novidades, de novos autores. Pode-se notar que nestes dois últimos anos alguma coisa mudou e este livro, Relações públicas estratégicas, lançado pela Summus Editorial ontem dia 15/03 na Livraria Cultura da Avenida Paulista, confirma tal mudança.
No prefácio a professora Margarida Kunsch já nos remete a esta reflexão quando diz que o Brasil passa por um momento de efervescência criativa e produtiva em literaturas especializada. O livro foi organizado por Luiz Alberto de Farias pesidente da ABRPSP, com muito cuidado e atitude de um mestre artesão como cita Paulo Nassar na Contra capa. Leia o resto deste post
Semana de entrevistas: Mestre Fábio França – Parte Final
Dando continuidade à Maratona de Entrevistas no @versatilrp, apresentamos a segunda, e final, parte com Fábio França, sempre nos ofertando conhecimento e enchendo-nos de orgulho quanto sua trajetória de vida.
Aproveitem cada palavra, tivemos uma aula e tanto, e é um enorme prazer passar isso a todos os leitores e amantes da comunicação!
VRP – Hoje em dia, mais de 2.600.000 pessoas atualizam seus blogs diariamente. O que o senhor acha das empresas que têm acesso a esse tipo de ferramenta?
FF: Não existe segredo: tudo hoje é público. Então, a empresa e o profissional de RP, têm que ter controle do que fazem. Se tiver um blog, ele precisa ser bem planejado e administrado. Utilizar esse recurso exige uma editoria capaz de comunicar aquilo que a empresa quer dizer. O uso inadequado do blog ou das redes sociais pode ser prejudicial à empresa. A empresa deve estar preparada para receber apoio e também para ouvir críticas, comentários sobre sua atuação e também para dialogar com as redes. Nada pode acontecer por acaso, tudo tem que ter gerenciamento. Não posso criar um blog para uma organização, e não ter, por exemplo, segurança em relação às pessoas que o administram, pois o nome da organização estará em jogo. Cada rede tem seus próprios objetivos e públicos. O Facebook é para gente jovem, já o LinkedIn é para os intelectuais e por aí vai. Então, tem quer ver qual a rede adequada à minha empresa. As coisas na internet não acontecem automaticamente. Isso é uma ilusão. Seu uso, bem como das redes sociais exige uma equipe capaz de redigir conteúdos de acordo com os interesses da empresa e que seja também capaz de monitorar o que acontece. Toda comunicação para ser eficaz precisa de planejamento, inclusive na internet.
O trabalho do RP é conhecer os públicos de uma maneira mais profunda e fazer com que a missão e diretrizes da empresa sejam transmitidas, para que tanto ela quanto os públicos falem a mesma linguagem.
Trabalhamos na linha dos princípios, das políticas empresariais. O relações-públicas é quem orientará o que pode ou não ser dito sobre a empresa e ter ciência de que tudo é patente na internet; não se pode brincar em serviço, corre-se um risco muito grande, o que pode afetar a reputação da empresa.
Ao estudar toda a parte política da empresa, há necessidade, também, de estudar muito bem as informações confidenciais dessa empresa. O que eu, como porta-voz da empresa, posso ou não posso transmitir ao público.
A empresa precisa ter um posicionamento em relação à comunicação. A comunicação integrada significa que todos seguem a mesma linha, os mesmos princípios, e não juntar tudo quanto é mídia para dizer que há integração do processo da informação. O diferencial que faz o relações-públicas é exatamente esse: ensina a empresa como conhecer os públicos, como se relacionar com eles! E cada público exige uma comunicação específica. Muitas vezes as empresas apresentam um discurso muito bonito, mas falham no atendimento aos clientes como é o caso das empresas telefônicas, automobilísticas, de saúde, dos bancos, por exemplo. O papel do relações-públicas é procurar fazer com que a empresa cumpra suas políticas em relação a todos os públicos.
VRP - O senhor acha que dentro das salas de aula, há como ensinar a lidar com os públicos? Não é algo que depende mais da experiência, da vivência?
FF: A primeira pergunta a se fazer é: Qual é o objetivo da empresa na relação com seus públicos de interesse? As empresas estão vinculadas aos públicos e é obrigação do relações-públicas identificar e estabelecer os tipos de relacionamento com eles. Os públicos devem também conhecer as políticas e diretrizes da empresa para que haja comprometimento e harmonia entre as partes.
Nossa profissão é uma profissão de contatos, de relacionamentos, de redes e redes de informação e comunicação. Dentro da empresa os profissionais de relações públicas precisam conhecer todo mundo, diretores, gerentes, supervisores, e manter o maior número possível de contatos com as diferentes áreas da empresa. Será por meio destas redes que conseguiremos realizar o nosso trabalho com sucesso.
VRP - Na trajetória acadêmica do aluno, os projetos experimentais, tais como visitas às agências, produções de blogs, entre outros, é algo importante para se tornar um bom profissional?
FF: O projeto experimental, quando bem feito, leva ao estudante a capacidade de ordenar o pensamento, então você sintetiza todo o curso dentro do projeto, quando bem organizado.
Você faz à análise da empresa: briefing, análise estratégica, benchmarking, estuda a comunicação, a reputação, a marca da empresa, então você mergulha dentro desse mundo, inclusive da cultura empresarial.
Você pode fazer um bom diagnóstico, e a partir disso fazer um programa de comunicação, um plano de relações públicas para a empresa. Entretanto, o projeto deve ser adequado às necessidades da empresa porque se não o for, ela o engaveta e nunca o utilizará.
Agora o grande erro do projeto, é que, geralmente, as faculdades trabalham com grupos de muitos alunos, muitas vezes por falta de professores ou de políticas adequadas para a elaboração dos projetos e monografias. Então, fazer um projeto com nove alunos, por exemplo, não é produtivo. Trabalham três ou quatro, os demais aguardam o dia da apresentação.
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Agradecemos, imensamente, ao professor e mestre Fábio França pela entrevista cedida. Agradecemos, ainda, o seu carinho e sua gentileza de locomover-se à nossa faculdade, e nos presentear com as mais sábias palavras.
É cada vez mais estimulante saber que existem profissionais desse nível na área da comunicação!
Agradecemos, também, o espaço que a FAPCOM nos disponibilizou.
E, por último, e não menos importante, agradecemos você, leitor, pela atenção ao nosso projeto, e mais, à sua ansiedade de receber informações.
Sim, claro, pois se você está aqui, lendo essa aula toda, e fora da faculdade/trabalho, representa um almejo de conhecimento que é expecialmente o que te faz crescer.
O conhecimento é o único meio de trazer a clarividência, assim dizia Milton Santos.
Relações Públicas o Camisa 10
Como todo bom brasileiro, adoro acompanhar uma partida de futebol, tenho meu time de coração. Uma das funções de um profissional de Relações Públicas é o de criar e facilitar as relações entre públicos.
Em um time de futebol o jogador que é mais criativo e que possibilita as melhores condições aos demais companheiros é o meio-campo que veste a camisa 10. Essa camisa ficou eternizada após Pelé utilizá-la na Copa do Mundo de 1970 e desde então todo jogador criativo joga ou jogou com a camisa 10.
O jogador da camisa 10 faz a ligação dos zagueiros com o ataque e toma conta do meio-campo, pensa nas melhores jogadas a serem feitas em um determinado momento, geralmente é o mais inteligente do time e sempre é versátil.
Na Comunicação Social, o camisa 10 seria o profissional das Relações Públicas, pois é ele que fará ligação e facilitará relacionamentos entre diversos públicos.
Como um excelente camisa 10, o profissional de RP é que vai analisar a situação e decidirá qual a melhor alternativa a ser seguida em um determinado momento, como passar informações para os públicos específicos.
Assim como um jogador craque do time, que sempre trabalhará para chegar a um equilíbrio em suas jogadas e visando sempre deixar uma imagem boa perante os interessados na partida, o RP também será ou pelo menos deve ser o profissional que busca o equilíbrio e o retorno positivo da opinião pública como diz a Wikipédia:
“O objetivo do trabalho é o equilíbrio entre a identidade e a imagem de uma organização, focando a imagem institucional e trabalhando a relação com a opinião pública.”
Com isso, encerro meu artigo. Espero com esse esclarecer um pouco a essa questão importante e facilitar aos leigos o entendimento de umas das funções exercidas por nossa profissão.