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Relações Públicas e a histórica posse de Dilma
Mulheres, nossa fonte de vida. Essenciais para harmonia do mundo e ao mesmo tempo, frágeis e guerreiras. Mulheres sofrem de preconceitos milenares. Na Grécia Antiga só serviam para procriar. Na Bíblia, sua primeira aparição refere-se a que trouxe o pecado original, mas se Adão não quisesse não teria comido o fruto proibido oferecido por Eva. Lógico que nada neste mundo seduz mais que uma mulher, mas neste caso a primeira mulher da história carrega um fardo sem precisar.
Um pequeno devaneio sobre a mulher só para dizer que só agora estão chegando a lugares onde sempre deveriam estar. Como a Presidência da República. Algo que acho muito importante, já que no livro Como sobreviver em contextos Vulneráveis: As Relações Públicas como Estratégia de Relacionamentos, lançado em 2009 pela editora Difusão, escrito por Fábio França, Maria Aparecida Ferrari e James Grunig, este último cita que o número de mulheres nas faculdades estudando comunicação é maior que a de homens, só que elas são minorias em cargos gerenciais.
Coexistir
Quando consegui entrar no curso de comunicação social e olhei a grade curricular, achei interessantes as matérias do tronco comum que teríamos. Filosofia, Ética, Sociologia, Psicologia, Cultura e Realidade Brasileira, Teoria da Comunicação. Matérias que acho essencial não somente para o crescimento profissional, mas também para o pessoal.
Logicamente que ensinamentos retirados destas matérias não seriam inseridos em nosso cotidiano de um dia para o outro, teria que ir de encontro de nossas crenças e valores e latentes. Educação, respeito, comprometimento, disciplina e empatia não se aprendem em lugar nenhum senão na vida. Comprovado cientificamente que as pessoas não escutam as outras e sim apenas ouve pensando em uma resposta para superar a ideia daquele interlocutor.
A matéria de Introdução a Relações Públicas deixou bem claro que as cinco funções básicas de um profissional da área são: pesquisar, assessorar, planejar, executar e avaliar. E a cada semestre tenho percebido quanto é importante ter a consciência destas funções juntamente do entendimento do funcionamento das relações humanas. Leio muito sobre crises empresarias (indico o livro do Roberto Castro Neves) e pouco sobre a prevenção de crises interpessoais.
Hoje estou no 6º muito perto do temido TCC, tenho o projeto deste blog, participo de outro de uma agência experimental de nome Integr4 e pretendo fazer um freela de Assessoria de Imprensa. Mas não posso esquecer os trabalhos regulares do semestre em, afinal sou um estudante. Conciliar tudo isso é uma arte.
Ser um Relações Públicas é um dom, somos quase místicos , monges, ao fato que uma “associação de classe” de nossa profissão poderia ser o Vaticano. Ou para quem é fã de Tolkien e a saga do Senhor do Anéis, somos como Elfos.
No final deixo está reflexão que mostra a disponibilidade de exercer a paz de espírito a nós exigida :
Um certo dia um grupo de pessoas raivosas se aproximou de Buda e começou a ofende-lo. A cada impropério que elas diziam , Buda perguntava: ” E do que mais vocês não gostam em mim? ” Depois de nova ofensa, ele olhava as pessoas com maior interesse e ouvia tudo num silêncio respeitoso, até que após algum tempo disse ao grupo : ” Vocês me desculpem, eu preciso sair porque tenho um compromisso. Mas gostaria de marcar outro encontro com vocês amanhã para que continuem a desabafar”.
As pessoas ficaram surpresas e uma delas perguntou: ” Buda, o que está acontecendo ? Nós o estamos ofendendo há algumas horas, você nos ouve com maior interesse e ainda pede que voltemos amanhã para continuar com as ofensas? Pensamos que você fosse brigar conosco”.
” Buda então respondeu: ” Vocês chegaram dez anos atrasados. Antes eu realmente reagia ao que as pessoas faziam ou diziam. Mais agora consigo agir baseado em minha consciência e não nas ações do outros”
É lógico que não tenho pretensões de ser Buda, mas peço a ajuda de vocês para nortear para um dia quem sabe ser um RP iluminado.
Gerenciamento de crises
Nem bem começamos o ano de 2010 e já acompanhamos os noticiários na tv sobre os desastres naturais em decorrência da chuva intensa.
E a cidade de Angra dos Reis – RJ é o principal foco das atenções. Houve um desabamento de terra no Morro da Carioca, ocasionando mortes e desaparecimentos.
No dia 1º de janeiro o Jornal Hoje da rede Globo transmitiu reportagens, entrevistas e imagens sobre o caso. Entre essas, a fala de coordenador de Relações Públicas da Defesa Civil de Angra dos Reis – Francisco Judice.
Eis o ponto no qual quero chegar. Num momento de crise e calamidade qual importância do profissional de relações públicas no processo de comunicação?
Conceituando, entende-se por crise: “um acontecimento extraordinario, ou uma série de acontecimentos, que afeta de forma diversa à integridade do produto, a reputação ou a estabilidade financeira da organização; ou a saúde e bem-estar dos empregados, da comunidade ou do público em geral.” (Wilcox: 2002: 191)
O senhor Francisco Judice teve a responsabilidade de informar com clareza e objetividade a situação atual do caso. Sem dúvida, o profissional deve ter calculado corretaente o tempo concedido, para que não houvesse excesso e nem falta de informações. Levando em consideração, ainda, a ética do profissional ao lidar com outras vidas.
Há a clara demonstração do planejamento estratégico que cabe ao profissional de Relações Públicas em qualquer situação, sobretudo num momento de crise.
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Veja o vídeo com a entrevista de Francisco Judice, coordenador de Relações Públicas da Desefa Civil de Angra dos Reis.
Veja ainda, um artigo extraído do site Portal RP entitulado: A comunicação em momentos de crise de Octavio Isaac Rojas Orduña (Master em Comunicação Corporativa e Publicitária e Especialista em Comunicação e Gestão Política, ambos pela Universidad Complutense de Madrid).