Comunicação interna e relacionamentos harmoniosos.
Olá. Sim, sei que devo três posts especiais sobre empreendedorismo, mas o tempo anda curto, rs! Os temas e personagens estão definidos, porém terão que aguardar mais um pouquinho.
Mas, para não desperdiçar algo que esteve/está constantemente na minha pauta de reflexões, vou abrir exceção à correria e falar de um assunto importantíssimo sobre/para o público colaborador e que está, sem dúvida, relacionado à comunicação interna.
Aqui no blog temos três profissionais que atuam na área de comunicação interna (Bruna, Marina e Michelle), todavia me meterei a besta de falar a partir dos meus estudos teóricos e observações empíricas. Ok, aviso dado, rs. Primeiramente, o que é comunicação interna? Segundo Kunsch:
Ela seria um setor planejado, com objetivos bem definidos, para viabilizar toda a interação possível entre a organização e seus empregados, usando ferramentas de comunicação institucional e até de comunicação mercadológica. (KUNSCH, p. 154)
Então, a comunicação interna deve existir paralelamente aos objetivos da organização, agir estratégicamente para potencializar relacionamentos, harmonizar o ambiente, proporcionar trocas e experiências entre os públicos internos (se é que ainda posso usar esse termo). Certo.
Constantemente e entre outras coisas trabalho gerando pautas sobre emprego, entrevistas, dinâmicas, currículos etc., nessa linha de abordagem as vezes é necessário falar sobre trabalho em equipe e postura no ambiente organizacional. E especialmente nesta semana obtive alguns questionamentos sobre essa temática. Como balizar os relacionamentos dentro de uma grande organização? Como estabelecer e acompanhar uma rotina harmoniosa? Como proporcionar ao colaborador a ideia de que é preciso nutrir bons relacionamentos com os colegas?
Digo isso a partir de um exemplo qualquer de desrespeito entre/de colegas no ambiente de trabalho. Para um gestor de comunicação interna é bom ter cartas extras na manga, além de esperar de adultos que eles tenham postura de adultos. Ao meu ver, a forma estratégica mais óbvia seria criar/divulgar/implantar políticas organizacionais, manuais do colaborador, de bons modos, de gentileza e assim por diante. Mas, e quando essas ferramentas não existem, como agir diante de situações fora dos padrões rotineiros de relacionamento?
O método “Ver-Julgar-Agir” caberia nesse caso. Como bons comunicólogos e relações públicas, observar é uma característica extremamente necessária, principalmente quando o trabalho envolve pessoas. Pode ser que situações incovenientes e constrangedoras ocorram diversas vezes imperceptivelmente, mas como diz o ditado “quem apanha nunca esquece”, logo fique atento ao seu público. Planejar as medidas necessárias, aplicá-las e avaliar os resultados são passos resultantes à observação. Ainda, seria interessante abusar da criatividade, de ferramentas inovadoras, inusitadas e inesperadas, uma pitadinha de bom humor (do bem) nunca é demais.
Dependendo do ambiente e da cultura da organização a comunicação interna pode ser um amplo espaço para criar e inovar na mediação de relacionamentos. Todos os públicos precisam estar alinhados aos objetivos pessoais dos colaboradores e aos objetivos organizacionais, assim como afirma Kunsch:
A primeira constatação que podemos fazer é a necessidade de considerarmos a comunicação interna como uma área estratégica, incorporada no conjunto da definição de políticas, estratégias e objetivos funcionais da organização. (KUNSCH, p. 156).
Claro que em muitas situações a solução para resolver pequenos atritos é um bom papo, jogo aberto e disposição dos limites. Pois é conversando que a gente se entende, não é mesmo? Mas, e vocês tem cases de comunicação interna para compartilhar? Ou como resolveriam um desconforto interno com o público colaborador?
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Publicado em 08/09/2011, em As atividades, Comunicação, Reflexão e marcado como case, comunicação interna, cultura organizacional, relações públicas, relacionamentos. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.
Comecei a ver meu ambiente de trabalho de outra forma agora! Texto claro e conciso! Gostei!
Em minha opinião, não São as políticas e manuais que resolverão os problemas ou que transformarao a comunicação numa organização – a solução é bem mais simples… É preciso despertar o pensamento comunicativo nas pessoas e instiga-las a se comunicarem. A partir disso pode se trabalhar a integração das pessoas aos objetivos dá organização de forma que elas se envolvam e consigam compartilhar suas impressões e contribuir para o desenvolvimento e crescimento da organização.